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sábado, 16 de julho de 2011

Escovas de dente

Boa tarde de sábado, queridos leitores!

Minhas escovas dentais ecologicamente corretas acabaram de chegar. 

 

Consegui comprá-las no site LOJAS REDE, por R$1,55 a unidade. O investimento parece ter valido à pena (ainda não experimentei as escovas, mas já vi que são macias e acredito na qualidade da marca). 


 

Continuarei procurando por produtos de higiene pessoal e limpeza com uma proposta verde e adoraria trocar informações com vocês. Sugestões serão bem-vindas!
 

Eco beijos e até breve,

Cris

domingo, 10 de julho de 2011

Escovas de dente e lâminas de barbear

Há produtos que usamos no nosso dia a dia e são descartados sem nos darmos conta dos danos causados ao meio ambientes. Milhões de escovas de dente e bilhões de lâminas de barbear são jogadas no lixo anualmente.
No caso das lâminas de barbear, a forma de minimizar o problema é usar aparelhos onde apenas as lâminas sejam trocadas. Os aparelhos com cabo feito de plástico reciclável são os ideais, mas ainda não conheço nenhuma marca brasileira com essa característica. Procure no Google e no Facebook pela Preserve (Recycline) e você verá alguns produtos de cuidados pessoais ecologicamente corretos.


Barbeadores elétricos usam eletricidade e também são produzidos usando materiais plásticos, no entanto são mais duráveis e também há a opção de trocar apenas as cabeças.
As escovas de dente, que devem ser trocadas a cada 3 meses de uso, são também um grande problema para o meio ambiente. Como não encontramos no Brasil as escovas Preserve ou Terradent, da Eco-Dent, cujo cabo é permanente e somente as cabeças (cerdas) são trocadas, temos que buscar outras alternativas. A escova Reach ECO Essencial, da Johnson & Johnson, tem o cabo feito com 40% de material reciclado e esse material é a sobra (resíduos plásticos) de outros produtos da empresa. Achei isso genial: ecologicamente correto, econômico e inteligente. Não é por acaso que a escova tem preço popular (R$1,49). Só tem um porém: não costumo ver essa escova de dentes em supermercados e farmácias e, por isso, tentarei contato com a empresa para saber o motivo.
Com medidas simples e muitas vezes até mais econômicas, podemos minimizar os impactos ambientais. O principal é termos um pouquinho de boa vontade.

Beijos verdes,

Cris

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Cata-pilhas

Há poucos dias, estive na Drogaria São Paulo, onde fui comprar um xarope para o meu filho e fiquei surpresa ao receber, no caixa, um jornalzinho da drogaria com um cata-pilhas, em papelão. Achei a ideia ótima e, por isso, resolvi divulgá-la no blog. 


Uma solução simples e de baixo custo para evitar que as pilhas, com todos os seus componentes tóxicos e nocivos ao meio ambiente, acabem no lixão. 


A drogaria se compromete a dar o destino adequado às pilhas deixadas nas lojas por seus clientes. 


Exemplo de cidadania que deve ser seguido.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A reciclagem e a Indústria do papel II – Florestas Plantadas vs Deserto Verde

Sociedades modernas e estabelecidas dependem do papel para quase tudo. Embalagens, higiene pessoal, livros, jornais e mais dezenas de outros produtos transformaram as árvores em fonte de dinheiro.

No Brasil, 100% da madeira usada na produção de papel e celulose vem de áreas plantadas e reflorestadas, especialmente no Espírito Santo, Bahia, São Paulo e Rio Grande do Sul. O plantio de Pinus e Eucalipto no Brasil começou devido a incentivos do Governo nas décadas de 50 e 60, chegando a isenções e incentivos fiscais que duraram 20 anos.

Grande parte da discussão entre ambientalistas e produtores de celulose e papel no Brasil é sobre o plantio de Eucalipto (65%) e Pinus (31%) como monoculturas, o que geralmente ocorre com os grandes produtores.

A celulose do Pinus é usada na indústria para a produção de papéis mais resistentes, como para embalagens. Já a celulose do eucalipto é usada na produção desde papel para impressão a papeis mais finos, como higiênico e lenços.

São chamadas de Florestas Plantadas, pelas empresas ligadas à Bracelpa (Associação Brasileira de Celulose e Papel) e também por cientistas e pesquisadores de órgãos como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a Embrapa, as áreas utilizadas para plantio exclusivo de Eucalipto e Pinus, em detrimento da flora local nativa, como a Mata Atlântica.

“O eucalipto tem uma tripla função altamente benéfica para o meio ambiente: sequestra carbono da atmosfera, é fonte eficiente de produção de fibras e bioenergia e contribui para a recuperação de áreas degradadas”, destaca Dario Grattapaglia, pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia em matéria publicada no site da Embrapa.

Em 2009, o Brasil produziu 13,4 milhões de toneladas de celulose e 9,3 milhões de toneladas de papel, segundo dados da Bracelpa. São 2 milhões de hectares de plantio feito pelas empresas da associação, e estimados 6,3 milhões de hectares de Florestas Plantadas no país segundo dados da Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (ABRAF).

Já os ambientalistas consideram esse plantio como extremamente nocivo para o meio ambiente, e por conta de problemas sérios especialmente no estado do Espírito Santo, chamam-no de Deserto Verde.

Segundo Daniela Meirelles Dias de Carvalho, geógrafa e técnica da Fase, uma organização não-governamental que atua na área sócio-ambiental, só no norte do Espírito Santo já secaram mais de 130 córregos depois que o eucalipto foi introduzido no estado.

O pesquisador da Embrapa Florestas, Marcos Wrege, afirma: “O eucalipto é uma alternativa econômica, geradora de empregos, mas que causa impactos ao meio ambiente, por isso a área de plantio deve ser pequena.”

Segundo dados do site Ecolnews, cada árvore de eucalipto pode consumir cerca de 30 litros de água. O regime de corte das árvores deve ser aproximadamente a cada 7 anos, e segundo estudo da Embrapa deve ser interrompido a cada 3 rotações ou ciclos. Ou seja, a cada 21 anos.

Além da possível destruição do solo e vegetação nativas, a produção do papel branco utiliza produtos altamente tóxicos, inclusive cloro. Isso leva à uma preocupação maior, já que o serviço de coleta e tratamento de água, especialmente no interior do país, é praticamente nulo. Segundo dados do IBGE, 2245 municípios brasileiros não possuiam rede coletora de esgoto no ano de 2008.

O branqueamento da celulose é um processo que envolve várias lavagens para retirar impurezas e clarear a pasta que será usada para fazer o papel. Até pouco tempo, o branqueamento era feito com cloro elementar, que foi substituído pelo dióxido de cloro para minimizar a formação de dioxinas (compostos organoclorados resultantes da associação de matéria orgânica e cloro).

Embora essa mudança tenha ajudado a reduzir a contaminação, ela não elimina completamente as dioxinas. Esses compostos, classificados pela EPA, a agência ambiental norte-americana, como os mais potente cancerígenos já testados em laboratórios, também estão associados a várias doenças dos sistemas endócrino, reprodutivo, nervoso e imunológico.


Dicas de consumo (retiradas do site do IDEC)

- Reduza o uso de papel (e de madeira) o máximo possível.
- Evite comprar produtos com excesso de embalagem.
- Ao imprimir ou escrever, utilize os dois lados do papel.
- Revise textos na tela do computador e só imprima se for realmente necessário.
- Dê preferência a produtos reciclados ou aqueles que trazem o selo de certificação do FSC.
- Evite consumir papel cujo branqueamento seja feito com cloro ou hidróxido de cloro. Ligue para o SAC das empresas e exija que elas adotem uma produção mais limpa e com controle de efluentes.
- Use filtros, guardanapos e toalhas de pano em vez dos de papel.
- Recuse folhetos de propaganda que não sejam de seu interesse.
- Separe o lixo doméstico e doe os materiais recicláveis para as cooperativas de catadores. Saiba que 80% do papel que consumimos é na forma de embalagens.
- Organize-se junto a outros consumidores para apoiar ações sócio-ambientais e pressionar o governo a fiscalizar empresas, criar leis de proteção ambiental e programas de incentivo à produção limpa.

Móveis ecológicos


Será que você precisa mesmo daquela mesa de jantar nova?
Comprar móveis novos pode ser uma coisa bem divertida, mas também um crime ambiental. Além das matérias-primas usadas, há o processo de fabricação, as colas, as texturas, o enchimento (de um sofá, por exemplo), o desperdício, o processo da entrega, etc. E sem contar com o fator “consumo”, que deve ser combatido por aqueles que se preocupam com o meio ambiente.
Há opções inteligentes para quem precisa de um móvel novo. Uma reforma pode ser uma boa pedida e deixar o seu sofá com cara de novo. Como sou artista plástica, sou totalmente adepta da reforma. E você pode garimpar móveis usados interessantes em antiquários, conseguir um bom preço neles, e reformá-los. Gente, quer coisa mais chique que um móvel vintage na sua sala de estar? Ninguém mais terá uma sala como a sua. Uma mesa ou cadeira velha pode ser lixada, ganhar uma bela pintura e ficar ainda mais bonita do que a exposta na loja. Outra vantagem: vai ter a sua cara.
Se você precisa mesmo comprar, procure lojas de móveis usados ou empresas que trabalham com materiais reciclados ou reutilizados. Móveis ecológicos estão na moda e são feitos com madeira de reflorestamento e os estofados são de tecido sustentável como algodão ou linho.
Quanto ao móvel que você não quer mais, não jogue-o no lixo, como tantos fazem por aí. Doe! Há amigos que podem precisar dele, ou instituições de caridade. Eu costumo me livrar de coisas que não quero mais (como móveis e roupas) doando. Algumas dessas instituições promovem bazares e possuem oficinas para reformar o que recebem. Além de preservar a nossa amada Mãe natureza, ajudamos os nossos semelhantes.

Crika

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Óleo de Cozinha



Como você descarta o óleo utilizado na sua cozinha?
A maioria das pessoas tem o hábito de virar a frigideira, após suas frituras, direto no ralo da pia, ou colocar o óleo em alguma embalagem vazia e descartar esta no lixo. Segundo a Sabesp, um litro de óleo de cozinha que chega aos rios contamina cerca de 20 mil litros de água. Muito gente até sabe que não se deve jogar óleo na pia, mas desconhece os motivos. Além da contaminação dos rios, a decomposição do óleo de cozinha emite metano na atmosfera. E este é um dos principais gases que provocam o efeito estufa.
Ainda não se chegou a uma solução ideal para este problema, mas muitos ambientalistas sugerem o reaproveitamento do óleo de cozinha para a confecção do sabão. Outra alternativa é colocá-lo em um vidro ou garrafa pet e entregá-lo a um catador de material reciclável ou às associações de reciclagem do produto.

Para fazer um eficiente sabão perfumado:

- 5 litros de óleo usado e coado
- 500 ml de detergente líquido de coco
- 1 copo americano de fubá
- 1 litro de soda cáustica líquida
- 1 litro de água fervente
- essência de sua preferência
- formas

Modo de Preparo:
Misture, em um balde grande, o óleo, o detergente, o fubá e a soda cáustica. Mexa bem e acrescente a água fervente e a essência de sua preferência. Mexa essa mistura por 40 minutos ininterruptamente.
Ponha a massa nas formas e deixe-a descansar por dez dias, para que endureça. Se colocar a massa, por exemplo, em formas retangulares, corte as barras com uma faca antes que endureça completamente.
É só usar e passar a receita para as amigas.

Obs.: É aconselhável usar luvas e manter as crianças afastadas, durante o preparo do sabão.

Crika

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A reciclagem e a indústria do papel, parte I

Existem perguntas ainda sem resposta no mundo “verde”. A plantação de árvores, especialmente a monocultura do eucalipto, em países subdesenvolvidos como o Brasil, é apenas uma das partes da ponta do iceberg.


Antes de falar sobre Deserto Verde, químicos para branqueamento de papel e coisas do tipo, temos que parar para pensar em um aspecto cultural e complicado, sério e de solução muito pessoal e difícil, que é o papel higiênico.

Nossa sociedade de consumo nos guia para o conforto e bem estar acima de tudo, inclusive da mãe natureza, e é por isso que enfrentamos tantos desastres naturais e problemas com preservação de espécies.

Isso tudo é ainda mais complicado de se tratar quando o assunto é relacionado com o grande público, que apenas consome e busca sempre o que é "melhor para suas famílias". Muitos consumidores apenas começam a tomar decisões baseadas na preservação do planeta, como no caso da redução do uso das sacolas plásticas.

Apenas nos EUA, e esses são dados estimados do site threehuggers.com, 36 bilhões de rolos de papel higiênico são usados e descartados por ano, o que equivale a 15 milhões de árvores cortadas.

Até agora apenas algumas empresas, como a Kimberly-Clark, tentam amenizar a situação com os ambientalistas e apresentam medidas novas. Desde o rolo sem o tubo de papelão até um rolo com papel composto, com aproximadamente 40% de papel reciclado, são alternativas aos rolos normais, porém com baixo impacto ambiental.

A questão, neste caso, é a de que tanto o papel novo quanto o reciclado usam recursos naturais, como água, e produtos químicos em sua composição, e isso apenas ameniza a questão. O papel higiênico reciclado também perde sua maciez, já que as fibras de celulose não mantem qualidade a cada processo de reciclagem.

Ecologistas sugerem voltar a usar o bidê. Além questões de higiene, há evidente redução nos gastos com água, com a diminuição da produção dos rolos de papel (cada árvore consome cerca de 30 litros de água por dia). As discussões na Europa e América do Norte continuam nesse nível, sem uma ampliação mais séria.

No Brasil, porém, ainda não vi o assunto ser levado a sério na grande mídia. Por isso, vou começar uma série de reportagens para o blog Ecologize sobre o assunto, tentando ver soluções e dicas úteis e praticas para todos.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Reciclagem



Um dos primeiros assuntos a serem tratados neste blog é o da reciclagem, não apenas por ser um tema atual, discutido nas escolas, em revistas e programas de TV, mas pela urgência que ele impõe. Se tivéssemos uma cultura de reciclagem de lixo, nosso mundo, certamente, seria bem diferente.
Reciclar é reaproveitar materiais como o papel, o vidro, o metal e o plástico, que darão origem a novos produtos. É processar materiais usados e transformá-los em novas matérias-primas. O alumínio, por exemplo, pode ser reciclado com um nível de reaproveitamento de quase 100%. Incrível, não?
Quando reciclamos, economizamos as fontes naturais (que nem sempre são renováveis), geramos empregos, diminuímos a quantidade de lixo enviada para os aterros sanitários, reduzimos a poluição dos solos, das águas, minimizamos a extração de recursos naturais, economizamos energia, tornamos as cidades um pouco mais limpas, etc.
Lembre-se que: produtos reciclados são fonte de trabalho e renda e de desenvolvimento sustentável.
Se você ainda tem dúvidas sobre quais produtos podem ser reciclados, veja a lista a seguir:

- Metal: latas de alumínio, latas de aço, pregos, tampas, tubos de pasta de dente, cobre, alumínio...

- Papel: jornais, revistas, caixas de papelão, folhetos, folhas de cadernos, embalagens de papel...

- Plástico: potes de plástico, garrafas PET, sacos plásticos, sacolas de supermercado...

- Vidro: potes de alimentos (azeitonas, copos de requeijão, milho verde, conservas, etc), garrafas, frascos de medicamentos e perfumes, cacos de vidro...

Além de preocupada com o meio ambiente, sou artista plástica e sempre gostei de fazer artesanato. Em breve, devo postar trabalhos criados a partir de materiais recicláveis.

Até mais!

Crika